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Procrastinação

Qual é a próxima ação? A pergunta de Tim Pychyl para uma tarefa encravada

Tim Pychyl faz uma pergunta quando uma tarefa parece grande demais: qual é a próxima ação? Porque é que as tarefas vagas convidam ao adiamento e como encolher o início até ficar fácil.

Leitura rápida1h Protocols · 18 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

No The One You Feed (episódio 257, 2018), o psicólogo Tim Pychyl, da Carleton University, contou ao apresentador Eric Zimmer uma queixa que ouvia muitas vezes. No seu livro tinha dito aos leitores para «simplesmente começarem», e as pessoas respondiam que, se conseguissem simplesmente começar, não teriam um problema de procrastinação. Por isso, foi à procura de algo mais útil e encontrou-o na ideia de David Allen de que não fazemos projetos, fazemos ações. A versão de Pychyl é uma única pergunta: qual é a próxima ação?

Mantenho essa ação tão pequena quanto possível.

Tim Pychyl, The One You Feed, 2018

O objetivo dele, disse, é um limiar tão baixo que olhas para ele e pensas: quem é que não conseguia fazer isto? Quando Zimmer descreveu um plano para correr duas milhas (pouco mais de três quilómetros) junto ao lago às 18h00, Pychyl observou que as próprias «duas milhas» podem ser a barreira. A alternativa dele era decidir que, no momento em que chegas a casa do trabalho, calças os ténis de corrida e voltas a sair pela porta. Dez minutos depois, acrescentou, muitas vezes as pessoas estão a correr satisfeitas.

Porque é que as tarefas vagas empancam

Zimmer deu o seu próprio exemplo na mesma conversa. «Gravar vídeo» esteve uma eternidade na lista de tarefas dele porque eram, na verdade, oito ou nove tarefas: escrever o guião, pedir que alguém o revisse, ensaiar, montar a iluminação, gravar, editar. Sem um primeiro passo óbvio, a coisa toda fica parada. Pychyl concordou e disse que, na investigação dele, a incerteza anda a par da procrastinação.

A investigação mais ampla apoia que se torne o início concreto. Uma revisão de 94 testes concluiu que as pessoas que decidem com antecedência quando, onde e como vão agir atingem os seus objetivos mais vezes do que as que apenas têm a intenção, com um efeito médio a grande (Gollwitzer & Sheeran, 2006). A pergunta da próxima ação fornece a parte do «como» desse plano, num tamanho que consegues encarar.

Pychyl acrescentou um equilíbrio a ter em mente. Uma tarefa tem de ser significativa o suficiente para a quereres e gerível o suficiente para a fazeres. Se a encolheres demasiado, pode parecer inútil, por isso há dias em que precisas de te lembrar porque é que importa, e outros em que precisas do próximo pequeno passo.

Como isto se encaixa no programa Deixar de Procrastinar

No 1h Protocol para Deixar de Procrastinar, quem tem respostas que apontam para o padrão The Stuck (a tarefa é grande ou vaga demais) começa por tornar óbvio o próximo passo. Toda a gente escreve o próximo passo para a sua própria tarefa, e o segundo capítulo pago percorre um começo completo, da noite anterior à noite seguinte, com cinco minutos para começar. Se, no próprio dia, a tarefa ainda parecer grande demais, o plano recua para o primeiríssimo passo. O primeiro capítulo é grátis.

Fonte: The One You Feed, episódio 257: Being a procrastinator with Tim Pychyl (2018) Investigação: Gollwitzer & Sheeran (2006)

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